15/01/2007

Reflexão sobre as aprendizagens

Tal como combinado, este espaço destina-se à disponibilização de uma reflexão pessoal sobre as aprendizagens que as tarefas T2 e T3, da disciplina de ASE, vos permitiram efectuar. Centrem-se pelo menos nos pontos seguintes: o que aprenderam e que competências desenvolveram; que dificuldades sentiram; relativamente às dificuldades ultrapassadas, em que medida o foram e como podem melhorar.
Boas reflexões!
MJL

26 comentários:

Célia disse...

O que aprenderam e que competências desenvolveram;

Nesta primeira fase de trabalho aprendi a reflectir mais sobre a avaliação e sobre a sua importância. Visto que não sou professora, acabei por ter mais consciência da sua subjectividade de análise e do quanto a sua ponderação/trabalho é relevante. A leitura de alguns dos textos propostos em muito contribui para isso. O conhecimento/contacto com o Cmap também foi muito enriquecedor… será com certeza uma ferramenta a explorar melhor… 



Que dificuldades sentiram;

As dificuldades sentidas prenderam-se principalmente com os problemas inerentes à realização da tarefa 2 (a de 6f à tarde), que aliás estiveram relacionadas com o curto espaço de tempo disponível (na minha opinião), com o desconhecimento do que era um mapa de conceitos e com a confusão acerca do que era realmente pretendido com a tarefa.



Relativamente às dificuldades ultrapassadas, em que medida o foram e como o podem melhorar.

Julgo que as dificuldades foram ultrapassadas através do diálogo com a professora e com o esclarecimento de alguns aspectos. Espero que de futuro não existam mais dificuldades a este nível…. não existirão com certeza 


Célia Tavares

Célia disse...

correcção: os pontos de interrogação são supostamente smileys :)... esta troca foi fruto de um copy/paste para o comentário...

ASE disse...

( ...) o professor não deve apenas ensinar, mas sim e antes de tudo, orientar os educandos no caminho da aprendizagem autónoma (...)
Jean Piaget História de Piaget, Teoria de Piaget, Construtivismo, Psicologia Educacional

A principal estratégia utilizada pela Professora, a meu ver, foi a de proporcionar um ambiente rico em desafios e motivações. Claro que houve momentos mais expositivos, onde nos foram apresentadas informações, conceitos, demonstrações (as tais dificuldades)... mas cabe a cada um seguir o seu ritmo e a sua curiosidade. A base é a mesma, mas depois cada um se apropria dessa informação transformando-a em conhecimentos de forma individual.

As dúvidas, os receios iniciais resolveram-se pela partilha de responsabilidade no grupo. O espaço de aprendizagem foi criado através da realização das tarefas 2 e 3, estas actividades possibilitaram a
comunicação e a aprendizagem com o outro, desenvolvendo de forma interativa as subjectividades.

Carla Rodrigues

Jaime Ribeiro disse...

Olá
A dinamização destas 2 tarefas permitiu-me que o conhecimento fosse adquirido numa 1ª fase através da descoberta e análise dos artigos disponibilizados. Numa 2ª fase, através do debate e trabalho colaborativo foi possível um aprofundar de conhecimentos e esclarecimento de dúvidas remanescentes. A realização e a exposição de mapas conceptuais, aliadas aos debates desenvolvidos, permitiu uma súmula e, consequentemente, redução do esforço na integração de novas informações.
Apesar de já ter uma ideia da complexidade que envolve a avaliação, verifiquei que esta assume dimensões mais complexas numa tentativa de atingir a exactidão e, com esta, incrementar a funcionalidade da avaliação como "instrumento" regulador, aperfeiçoador e de ajuda à decisão.
As dificuldades sentidas foram principalmente devidas ao pouco tempo disponível e disponibilizado, com algumas incertezas quanto aos objectivos e conteúdos da tarefa, assim como, com a interligação de conceitos a aplicar na construção do mapa conceptual. Foram ultrapassadas com recurso ao trabalho de grupo, assim com o esclarecimento de dúvidas pela docente e colegas.
O que pode eventualmente ser melhorado, prende-se talvez com discussão para esclarecimento de dúvidas e maior organização e interligação grupal.

ASE disse...

Sobre a necessidade de se fazer sempre uma boa avaliação, eu ja estava sensibilizado. Procuro fazer sempre uma avaliação, nem que seja mental, de todos os trabalhos e formações que realizo.
O assunto que achei muito pertinente, foi a aprendizagem dos mapas conceptuais. Esta é uma ferramenta muito útil para a sistematização de leituras, com uma abordagem mais atractiva e com uma visão mais global te todo um assunto ou artigo.
Ao fazermos um mapa conceptual, conseguimos mais facilmente assimilar os conceitos e reter a informação, através da nossa memória visual. A nossa memória é ajudada pela componente cognitiva, mas reforçada pela visual.
José Carlos

Hugo disse...

Olá a todos!
Aqui estão as minhas reflexões sobre as tarefas já desenvolvidas.

Apesar da perspectiva que tenho vindo a desenvolver sobre conceito de avaliação, estou desperto para novas formas de avaliar, novos instrumentos, novas ideias…
A utilização de software educativo é uma prática que implemento no apoio que dou aos meus alunos do 1.º ciclo e já antes do início da disciplina, dei por mim a analisar uma aplicação multimédia olhando para os seus mais variados aspectos. Porém, a complexidade subjacente à avaliação deste tipo de software ficou mais explícita depois das apresentações de sexta e sábado.

A clarificação de um modelo ou de diversas metodologias para proceder a esta avaliação foi um dos aspectos que considero de extrema importância, dada a minha prática docente. Entendi que para além de equipas multidisciplinares, a avaliação de software educativo deve ter em conta múltiplos aspectos que se interligam, cruzam e complementam, dando origem a um modelo não rígido, que se deve adaptar ao contexto de aplicação do produto em análise, aos intervenientes, aos objectivos da aprendizagem que a aplicação multimédia pretende atingir, etc. Quem avalia deve sempre estar envolvido no processo e, para além de conhecimentos teóricos de educação e avaliação, ter também experiência de ensino com o público-alvo, já que por vezes a prática educativa ultrapassa em muito a teoria.
Reforcei ainda mais a ideia de que os professores (em trabalho colaborativo e em contexto educativo) serão os principais intervenientes na avaliação deste software, pois este recurso didáctico deve ser entendido como ferramenta de trabalho inserida num contexto.
Em consequência, julgo que é indispensável ter professores especializados nas equipas de concepção de software educativo, visando a melhoria da qualidade das aplicações multimédia. Estes recursos potencialmente educativos serão importantes para diversificar estratégias de ensino e motivar alguns alunos. A instituição Escola tende a não acompanhar a evolução tecnológica, o que por vezes cria disparidades entre o que é a oferta da sociedade para as crianças e jovens, e aquilo que a Escola oferece. Assim, considero que o desenvolvimento das aplicações educativas multimédia, com respectivo incremento de qualidade e divulgação, podem ser um auxiliar importante no trabalho de professores e pais.

Dificuldades sentidas
As dificuldades sentidas centraram-se na definição e utilidade de um mapa de conceitos. Os conceitos de referente e referido foram parcialmente interiorizados, mas tive dificuldades em integrá-los no mapa. A construção de ligações entre os conteúdos do mapa também não foi tarefa simples nem clara.

Ao mesmo nível coloco a dificuldade de entender determinados aspectos das apresentações como entrave à progressão do trabalho e ao desenvolvimento de competências. Embora úteis e destacando conceitos chave, algumas exposições longas e repetitivas tornaram a atenção mais frágil.

Outra das dificuldades foi entender as perspectivas metodológicas aplicadas na disciplina e os objectivos do trabalho. Apesar de ter presente e clarificado o conceito de construtivismo aplicado ao ensino e à aprendizagem, esperava uma definição mais pormenorizada do plano de trabalho para a disciplina.


Dificuldades ultrapassadas
As dificuldades sentidas no desenvolver de uma apresentação ao grupo/turma foram parcialmente ultrapassadas depois da clarificação das dúvidas por parte da Professora, em especial no que se referiu à construção do mapa de conceitos.
A discussão com o grupo de trabalho permitiu-me entender algumas noções pouco explícitas nas apresentações, bem como definir o objectivo do trabalho pretendido. As apresentações (apesar de alguma repetitividade) acentuaram aspectos chave da avaliação de software educativo.


Aspectos a melhorar
Creio que o meu grupo deve melhorar a qualidade do mapa conceptual, tal como a apresentação dos conceitos subjacentes aos textos lidos, pois não o fizemos. Devemos procurar ler mais bibliografia sobre o assunto em análise e esclarecer as dúvidas que nos surgirem atempadamente, de forma a construir um trabalho de acordo com aquilo que é solicitado.
Devemos ainda clarificar conceitos, etapas e estratégias respeitantes à avaliação de software educativo, de forma a conseguir proceder a uma análise clara e objectiva deste tipo de aplicação.

Continuação de bom trabalho,
Hugo

Sannya Fernanda disse...

O que aprendemos?
O significado de avaliação, sua vinculação e interdependência ao/do processo ensino-aprendizagem, suas características; com o conceito de software “educativo” ou com finalidades educativas e algumas orientações ou directrizes que auxiliam o educador na tarefa de seleccionar o aplicativo ou programa que melhor se vincula ao formato de seu trabalho ou abordagem pedagógica assumida pelo grupo de trabalho na escola. E um novo conceito: mapas conceptuais, que ainda precisa ser melhor explorado.

Que competências desenvolvemos?
Competências que tinham como base o trabalho colectivo e de grupo, além da capacidade cognitiva, ao desenvolver entendimentos e conscientização dos conceitos já citados, dos saberes construídos e partilhados nas apresentações. A capacidade reflexiva, capaz de analisar e rever as acções realizadas, nos registos no blog e no fórum de discussão da disciplina.

Que dificuldades sentimos?
A maior dificuldade se deu em torno do desenvolvimento dos mapas conceituais sem a familiarização necessária com o seu significado e com a sua exploração e a preocupação com o tempo para desenvolver as actividades.

Em que medida e como as dificuldades foram ultrapassadas?
Havia um membro do grupo que tinha o espaço do cmap em seu computador. Depois do grupo debater e cruzar as informações dos textos lidos, de seleccionar os conceitos principais, foi a vez de montar o mapa. Ultrapassamos a dificuldade inicial que era desconhecer o suporte com o conhecimento de que um membro do grupo sabia operar a plataforma. Tal como nos grupos que tomaram contacto pela primeira vez com suportes como o cmap, teremos que rever nosso mapa, além de explorar melhor essa ferramenta para uso futuro, além de nos aprofundar sobre questões ligadas a avaliação de software educativo.

dá-me música disse...
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ASE disse...

Em hora de reflexão sobre o que foi o desenvolvimento das tarefas 2 e 3 ocorre-me dizer que ainda estou na fase do fervilhante. Está o caminho aberto para a reestruturação da minha rede de conceitos…
As leituras individuais, a sessão presencial com as apresentações e discussão das sínteses dos grupos fizeram-me identificar alguns pilares-chave da avaliação de software para fins educativos. A sua escolha, por parte dos professores, deve apoiar-se essencialmente na adequação ao seu projecto/ contexto de ensino e aprendizagem. Confirmei ainda a utopia que é querer estabelecer critérios para uma avaliação objectiva e que os aspectos subjectivos também devem ser tidos em conta. A avaliação de um SE não deve ficar pelo a priori mas deve implicar vários momentos e vários intervenientes.
Desenvolvi (espero desenvolver muito mais) competências de relacionamento de conceitos, poder de pensar crítico… Sinto-me a fazer uma reflexão/avaliação sobre o meu desempenho enquanto professora no século XXI… A nível pessoal, também desenvolvi competências de organização e de responsabilidade no trabalho de equipa e não menos importante vejo-me a desenvolver competências a nível da utilização das novas tecnologias, das ferramentas da web 2.0.
No que concerne às dificuldades, senti a limitação do tempo. Gostaria de ter tido mais tempo para poder dar uma vista de olhos por alguns textos para me poder debruçar sobre aquele que me parecesse mais interessante e que trouxesse uma nova abordagem para o nosso grupo. Senti-me a trabalhar para a apresentação com a insegurança de quem sabe que a perspectiva é limitada pela focalização dos autores que nós elegemos por razões linguísticas ou número de páginas do artigo.

Cristina Costa

ASE disse...

A minha reflexão poderá apresentar algumas carências devido à minha indisponibilidade presencial nas sessões de trabalho do último fim-de-semana.
A tarefa 2 e a cadeira no geral, fez-me relembrar uma cadeira de TIC do meu primeiro ano de licenciatura leccionada pela Maria Cristina Azevedo Gomes, na qual abordámos temáticas semelhantes no âmbito de ASE. Essas temáticas, culminaram na construção de alguns rudimentares, outros nem por isso, softwares educativos utilizando a ferramenta ToolBook Instructor da Asymetrix. Não tínhamos licença para usar o Director da Macromedia… Contudo, já passaram 7 ou 8 anos das experiências na altura realizadas. Este reavivar e aprofundamento da ASE, é particularmente do meu agrado, uma vez que, sempre tive gosto pela criação de conteúdos multimédia.
Assim, foi com prazer que li e explorei alguns dos artigos (todos seria para uma tese) disponibilizados. No âmbito da ASE, revisitei conceitos esquecidos, ideias de autores que já estavam algo esquecidas, e algumas temáticas também já conhecidas. Por outro lado, expandi o meu conhecimento nesta área como foi no caso de vários novos conceitos, ambientes, e novas formas de avaliação.

Relativamente à tarefa 3, como já escrevi, não estive presente. Contudo posso ainda opinar sobre a minha percepção e feedback resultante do contacto com os colegas. Parece-me que após os meus primeiros contactos relativos a ASE, ainda não existe uniformidade consensual no que respeita à avaliação destas aplicações educativas. (corrijam-me se estiver enganado). Os mapas de conceitos resultantes dos brainstormings das informações apresentadas tornaram-se de difícil compilação, principalmente devido à multiplicidade dos factores a avaliar que cada autor defende. É sempre mais fácil construir um mapa de conceitos que assente numa estrutura consensual, como por exemplo nos mapas de conceitos das ciências naturais. Compreendo e concordo com a estratégia adoptada da comparação das ideias iniciais e finais. Contudo, o tempo de reflexão e interiorização para melhor aproveitamento da estratégia é escasso para esta abordagem construtivista.

ASE disse...

Desculpem, faltou assinar o comentário anterior.

Zito Cavaleiro

ASE disse...

Inicio esta reflexão com a questão da metodologia utilizada, pois foi uma surpresa e me deixou um pouco desamparado. Isto porque estava à espera de uma cadeira rígida, com tudo muito estruturado e organizado e, onde numa cadeira de avaliação, esta estivesse escarrapachada em qualquer lado para nos orientar. Agora percebo o porquê dessa situação não acontecer, pois não implicaria todos os agentes no processo, o que faz todo o sentido. No entanto considero que a flexibilidade, a co-avaliação, a moldagem e reformulação dos parâmetros avaliativos, para quem não dominar e perceber de avaliação, pode induzir alguns erros. Refiro isto pois não me parece ser capaz, agora, de colocar tal metodologia em prática com tanta simplicidade quanto a professora, no entanto pretendo aprender a ganhar essa segurança e simplicidade que esta nos transmite.
Fui um pouco apanhado de surpresa com alguma terminologia inerente à web 2.0. À dois anos atrás não se fala disso, e apesar de a utilizar de uma forma diária, nunca a tinha visto por esse prisma. Para o perceber foi muito positivo o contributo dos colegas que foram sugerindo leituras para uma melhor integração. De facto a entreajuda é uma arma poderosa e espero ter contribuído para a ajuda de alguém.
Confesso que ainda me faz alguma confusão andar pelos blogs, pois o nosso querido fórum era um hábito tão regular e quotidiano que nos deixou algum vício, no entanto temos de nos adaptar da melhor forma a novas realidades e é nesse sentido que também vai o meu esforço nesta cadeira.
Quanto às aprendizagens que fiz penso que já foram muitas e proveitosas. Desde a web 2.0, à globalidade da avaliação, às dicas de efectuar uma apresentação, da utilização de programas como o cmap, o colocar em modo de mapa as ideias de um texto,…, são apenas exemplos entre muitos. Tratando-se de um espaço de reflexão e não de descrição, não me parece bem enunciar exaustivamente, mas sim pensar sobre de que forma as aprendizagens me fizeram evoluir. Sem dúvida que me fizeram actualizar e repensar o modo de e a abrangência de avaliar, como avaliar, quem avaliar, etc. Isto porque caímos no erro, e eu também o faço, de muito poucas vezes dedicarmos algum tempo para o nosso umbigo, para nos avaliarmos a nós próprios. E quem sai mais beneficiado somos nós e os alunos, se o professor evolui faz evoluir certamente.
Não posso deixar de referir nesta reflexão, o facto de voltar a ser estudante. O que já não acontecia à sensivelmente 2 anos e nos traz nostalgia, mas sobretudo pensar como estudante para podermos reflectir nas nossas práticas diárias enquanto agentes educativos com alunos. É mais simples colocarmo-nos no papel deles se também o desempenharmos e sentirmos, em parte, o que eles também sentem. A questão da avaliação, que já referi ter sido uma grande aprendizagem, pelo bolo global que engloba, foi uma forma de pensar sobre o modo como vou, e ia colocar em prática a avaliação dos alunos a meu cargo. Certamente irei repensar essa situação pois em alguns pontos me parece que seria injusto para com algumas crianças sem me ter apercebido. E os erros são mesmo assim, acontecem quando não são erros mas certezas, até alguma informação nos fazer pensar o contrário. E aí está a vantagem de aprender e reflectir, EVOLUIR.

Renato Paiva

ASE disse...

Nesta primeira fase do trabalho relembrei alguns conceitos que estavam “armazenados” (e alguns esquecidos!) e relembrei a complexidade que envolve o processo da avaliação.

As aprendizagens que a leitura de alguns textos (os tratados pelo grupo) permitiu, são sobretudo possibilitadas pela transferência das questões da avaliação para o campo do SE e pelas ideias que surgiram no seio das discussões do grupo. Das leituras ressalta a necessidade de haver uma avaliação feita durante o processo de desenvolvimento de determinado SE (avaliação formativa), seguida de uma avaliação do “produto final” (avaliação interpretativa).
Todos os autores defendem que, cada vez mais, é importante a participação de todos os intervenientes no processo de avaliação de um SE. Uma equipa multidisciplinar, capaz de avaliar os aspectos técnicos, gráficos, os conteúdos, os objectivos propostos, as teorias subjacentes, etc, mas, também muito importante, a avaliação feita ou que pode ser feita através do “end-user”, afinal é a ele(a) que se destina o produto.
Ainda nesta primeira fase, tomei os primeiros contactos com o CMap a fim de realizar o mapa conceptual do artigo que havia lido.

Mas foi aqui que surgiram as maiores dificuldades. Não em trabalhar com o CMap (só em partilhar o ficheiro que lá está…!) mas sim em ordenar as ideias e perceber o que era pretendido…… realizei o meu primeiro mapa conceptual e continuo sem saber se está bem elaborado ou não!
Penso que a maior dificuldade é conseguir ser-se sucinto e objectivo ao mesmo tempo... conseguir “encaixar” todas as ideias e cruzá-las com comentários usando apenas um “esquema”. Para já essa está a ser a dificuldade. Outra dificuldade está a ser fazer um mapa conceptual a partir de textos que apresentam informação algo díspar ou que assentam em pressupostos diferentes. Esta dificuldade ainda não foi superada totalmente e suscitou algumas dúvidas dentro do próprio grupo quanto à versão do mapa a disponibilizar. Mas sinto que estamos a caminhar para lá :-)

Margarida Lucas

Celina disse...

Antes da matéria apresentada, a primeira novidade para mim foi o termo Web 2.0. Neste momento, penso já ter adquirido algum conhecimento sobre o assunto.

A noção de avaliação não é nova para mim, no entanto, é sempre bom recordá-la e ouvir diferentes formas de a definir. Julgo importante fazer referência à subjectividade envolvida na avaliação pois, normalmente, pensa-se que a avaliação é algo objectivo. Ainda em relação à avaliação, aprendi termos novos, referente e referido, e também a diferenciar critérios de indicadores. Embora estes conceitos ainda não estejam muito bem assentes mas penso que ao longo do decorrer da disciplina isso se irá resolver.

Em relação à avaliação de software educativo penso que se tornou bem claro que esta envolve uma equipa multidisciplinar, que não existe um modelo único para efectuar uma avaliação e que esta tem que ter sempre em consideração aspectos técnicos e pedagógicos.

Quando foi pedido um Mapa de Conceitos pensei que iria ser dito na sessão presencial o que eram e como se construíam. Só quando foram sugeridos alguns programas para fazer o mapa de conceitos é que percebi o seu significado. Embora já conhecesse a aplicação TheBrain não conhecia o termo “Mapa de Conceitos”. Agora já sei que vários programas, como por exemplo, Cmap, MindManager, Inspiration, Kidspiration e STELLA, conseguem criar uma estrutura que faça a ligação entre diferentes conceitos para facilitar a síntese de informação.

Como o professor é aquele que irá avaliar os alunos, estes têm como preocupação saber exactamente quais são os objectivos que o professor pretende que eles atinjam para depois ir de encontro ao que o professor deseja. Eu, como aluna, também pensei primeiro em saber exactamente como é que a professora queria que nós fizéssemos a apresentação e só depois me preocupei com a minha aprendizagem.

Com ajuda dos colegas e da professora as dúvidas que me foram surgindo foram desaparecendo. Penso que ao longo da disciplina, as dúvidas que me forem surgindo serão esclarecidas com a colaboração de todos.

ASE disse...

Não tendo experiência no ensino, até o conceito de avaliação (conforme nos foi apresentado) foi de certa forma uma novidade para mim. A minha visão “tecnicista” do que é a avaliação logo durante a primeira sessão presencial quando aprendi que posso ser avaliada para além dos testes, trabalhos ou relatórios, mas que o próprio processo de procura do conhecimento, a pesquisa e a partilha de opinião podem ser elementos a considerar.

“(…) a avaliação (…)Trata-se efectivamente de algo muito complexo, que exige grande preparação daqueles que são chamados a avaliar (…)” Vilar, 1992
Essa preparação começou com o post inicial no blog da ASE, onde li, pela primeira vez – é verdade! – a expressão “web 2.0”. Foi o princípio de um longo e ainda existente processo de pesquisa e “upgrading”, quer de conceitos como “avaliação”, “tipologias”, “teorias” como de coisas mais técnicas como “netVibes”, blogs e feeds.
Nestas duas semanas aprendi mais que nos dois anos de intervalo entre o CFE e este primeiro módulo: expressões como “inteligência colectiva” e a sua ligação ao fenómeno dos blogs; o que são e como se fazem mapas de conceitos; o conceito de interdisciplinaridade e o papel que desempenha na avaliação, tipologias…
Ao nível das competências desenvolvidas aprendi (a um nível ainda muito básico) a trabalhar com softwares e tecnologias como CMAP, WordPress, NetVibes, Skype, aprendi que um blog pode ser mais que um diário virtual mas que se pode tornar num centro de discussão e partilha: coloco comentários, debato opiniões, partilho ficheiros e ideias. Tive que recorrer a várias fontes (principalmente Internet) para saber o que são Wikis, o que são webquests, num processo de pesquisa muito interessante e gratificante.

Claro que tudo isto não foi fácil: para além do pouco tempo para realizar a segunda e terceira tarefa e do desconhecimento de elementos como “mapas de conceitos”, o facto de não compreender o objectivo da tarefa também prejudicou o desenvolvimento do trabalho. Uma outra grande dificuldade foi a descentralização da informação: no CFE tudo se passava na plataforma Blackboard, toda a discussão, informações, interacção, passava por lá; se não fosse pela ajuda dos colegas de curso, que me apresentaram o NetVibes, seria muito complicado estar a par de todas as novidades e discussões, inter e intra-grupos.
Apesar de esbarrar ao princípio com os novos programas e os novos termos, não considero isso uma dificuldade porque só serviu para que tivesse de adquirir novas competências..

Quanto ao que posso melhorar: sem dúvida o mapa conceptual! Para além disso, aprender a trabalhar em grupo, participar mais nas discussões do blog (quer no nosso, mais fácil, quer no da ASE) e tentar, acima de tudo, acompanhar os meus colegas da geração Web 2.0

Mónica Aresta

ib disse...

Tenho estado com alguma dificuldade temporal para reflexões escritas, no entanto tenho reflectido bastante, entre as leituras dos artigos sugeridos.
A avaliação é de facto um processo complexo e que permite várias abordagens no processo educativo dependendo do contexto em que se insere.
As tarefas propostas permitiram-me relembrar alguns conceitos e sistematizar ideias, sobretudo pelo trabalho colaborativo que exigiram, e pela partilha que permitiram.
A maior dificuldade sentida tem sido ao nível da gestão do tempo, mas sinto que esta dificuldade foi ultrapassada pela redefinição da calendarização dos prazos. Em termos concretos será de melhorar a apresentação e o mapa de conceitos apresentados, a primeira porque pode ser feita de forma mais sucinta, o segundo porque pode evoluir para além da dimensão “macro”.
Nesta fase dos trabalhos, parece ser de realçar a importância facilitadora dos recursos utilizados pelos grupos ao nível da divulgação e implementação de práticas de trabalho com recurso a diversas ferramentas e suportes Web 2.0

Isabel Barbosa

Paulo Carvalho disse...

Olá a todos!
Relativamente às tarefas já desenvolvidas, quero dizer que, não sendo para mim nenhuma novidade o facto da necessidade de se avaliar todo o tipo de software educativo antes de o utilizar com os alunos, adquiri novas perspectivas de o fazer, pois quando nós professores avaliamos um S.E., fazêmo-lo de acordo com os objectivos que temos em mente para os alunos ao utilizá-lo; no entanto, os documentos disponibilizados pela professora e outros, entretanto consultados, serviram para constatar que existem muitos pormenores que não se podem ignorar nessa avaliação. A documentação consultada tem ajudado a clarificar esses pormenores.
Quanto à metodologia das aulas e da disciplina em si, aqui é que confesso alguma dificuldade, pois apesar de, como a professora diz, neste nível devermos ser autónomos e não necessitarmos de grandes directrizes, o que é facto é que as disciplinas feitas até agora adoptaram uma estratégia muito mais guiada e, por conseguinte, mais facilitadora a quem, como eu, tem os minutos do dia a dia contados, por excesso de tarefas; mas, enfim, são diferentes perspectivas e quem cá está tem de se submeter a elas, como é o meu caso.
Concluindo, o trabalho está a fluir e, com mais ou menos dificuldade, espero sair um pouco mais rico, como agente de educação, desta disciplina.

Cumps
PC

virus disse...

O professor deve reflectir e decidir, perante qualquer material educativo que lhe seja apresentado, quanto à sua qualidade técnica-estética e curricular, à sua adequação, às características dos alunos e às concepções teóricas que lhe dão suporte. Isto exige conhecimentos sobre as teorias de aprendizagem, concepções educacionais e práticas pedagógicas, técnicas computacionais e reflexões sobre o papel do computador, do professor e do aluno no contexto educacional. Para tal é necessário que o professor receba na sua formação uma capacitação adequada, tanto para a utilização de softwares educativos como para sua avaliação.
As leituras e tarefas propostas na disciplina de ASE começam por me permitir a entrada nesta lógica. De qualquer forma, o início “atribulado” que tive de enfrentar não me permitiu a dedicação necessária às primeiras tarefas. O atraso na chegada à disciplina e a formação tardia do grupo levaram a que os primeiros trabalhos fossem desenvolvidos sob alguma pressão. No entanto, conseguimos, com um bom espírito de grupo, ultrapassar as primeiras dificuldades. Percebemos, que nesta primeira fase devemos reflectir sobre as principais características que um software deve possuir para cumprir, cabalmente, as suas funções educativas.

Tânia Martinho

catarina disse...

As tarefas 2 e 3 permitiram uma reflexão sobre a definição do que é avaliar, quais as suas funções e quais os processos que esta avaliação envolve. Uma das coisas que mais me agradou, foi o facto de ao contrário do que acontece aquando da licenciatura, em que falamos destes assuntos, mas de forma teórica, agora é curioso verificar como alguns dos subtemas abordados se tornam mais pertinentes e mais familiares uma vez que com a experiência agora adquirida a aplicação da teoria se torna real. Na aplicação específica do processo de avaliação de software educativo, abordámos as limitações de listas com critérios preconcebidos e as diferentes tipologias de software “educativo”
A abordagem participada que a professora fez facilitou-nos a descoberta e a análise mais orientada dos artigos disponibilizados, e o debate que se gerou também foram enriquecedores. A disponibilidade que a professora demonstrou também permitiu o esclarecimento de algumas dúvidas. A utilização de mapas conceptuais para sistematizar os temas abordados e interligar conceitos também foi um dos aspectos positivos a realçar.

As dificuldades sentidas prenderam-se basicamente com o facto de o tempo que tivemos para ler os artigos propostos antes da sessão presencial não ser o suficiente e com algumas incertezas relativas aos objectivos e conteúdos da tarefa, e na construção do mapa conceptual solicitados, nomeadamente na interligação de conceitos.

Aspectos que podem ser melhorados… creio que a explicitação prévia dos objectivos de cada tarefa poupava alguns mal entendidos iniciais e a sala podia ser maior, uma vez que todos gostamos de tirar apontamentos...

Catarina Reis

Olga Cação disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Olga Cação disse...

Com a realização das tarefas propostas (2 e 3) tomei (ainda mais) consciência da complexidade do fenómeno de avaliar e da importância do professor em todo o processo. Tomei conhecimento de alguns conceitos ainda desconhecidos e tive oportunidade de reflectir no meu papel enquanto professora (quando tiver oportunidade de o ser!).

Ao me debruçar directamente sobre a problemática do “avaliar software educativo” percebi que este processo exige muito mais do que conhecimento sobre informática e design. Exige também a construção de conhecimentos sobre as teorias de aprendizagens, concepções educacionais e práticas pedagógicas.

Aprendi pois que a avaliação de um software educativo, seja ele de que tipo for, deve privilegiar os efeitos no processo de aprendizagem provocado pela utilização de cada software educativo num contexto específico.


Desta forma, e tal como tive oportunidade de reflectir e concordar, a avaliação de software deve ser composta por duas fases distintas: a de análise/descrição crítica, que deve ser feita por uma equipa multidisciplinar incluindo informáticos, designers e agentes do sistema educativo, e a de avaliação conjectural ou em contexto, que geralmente é feita pelo professor (ou equipa de agentes do ensino) que pretendem utilizar determinado software com fins educacionais.

Após a utilização do software, o professor deve também fazer uma avaliação interpretativa com vista à formulação de juízos relativos à qualidade das aprendizagens que proporcionadas e das competências desenvolvidas.


Reconheço que cada vez mais, o professor assume um papel crucial, enquanto crítico, avaliador e utilizador do software educativo em determinado contexto.


Ao nível das dificuldades sentidas, estas relacionam-se com a pouca clareza da definição das tarefas propostas. A leitura dos textos foi feita um pouco “em cima do joelho” e o tempo para reflectir não foi muito. Ao nível da apresentação e elaboração do mapa de conceitos, senti também algumas dificuldades por não perceber bem o que era pedido. No entanto penso que essas dificuldades foram colmatadas a seu tempo, depois da interacção com o grupo e de alguns esclarecimentos por parte da docente.


Olga Cação

Sonia disse...

De facto a avaliação é um tema polémico, fazendo "correr muita água". Apesar da existência de critérios objectivos, há sempre o lado subjectivo, pois os avaliadores são seres humanos. Na verdade, do que li achei mesmo pertinente a necessidade de espaços na web onde os professores possam partilhar e contribuir para a avaliação de software educativo e reflecti que ainda há muito que fazer a começar pela própria formação dos professores. Para além disso a utilização dos mapas conceptuais permitiu apresentar de uma melhor forma o raciocínio, contribuindo para uma maior reflexão acerca da literatura lida.

No início, confesso que me senti perdida, pois o facto de ter de realizar as tarefas em pouco tempo e sem saber ao certo o que era pretendido, deixou-me um pouco preocupada, já para não falar no meu desconhecimento relativamente ao software, pois ainda implicaria investir tempo para a sua exploração.

Apesar das dificuldades, o resultado foi positivo, pois todos os grupos empenharam-se nos trabalhos e os comentários às apresentações foram enriquecedores. Creio que para que estas dificuldades não se repitam deve haver uma definição cncreta das datas e suas tarefas correspondentes e que os tempos de apresentação sejam respeitados.

Renato Carvalho disse...

Uma das coisas que aprendi durante o meu percurso académico foi que o um Docente não é um expositor de soluções, uma montra de resultados, de verdades absolutas, um Docente é um propocionador de métodos de aprendizagem, é um guia, não deve proporcionar ao aluno a resposta, mas sim questioná-lo sobre a sua dúvida e provocar-lhe a curiosidade suficiente para o iniciar na pesquisa da solução. E mais uma vez nesta disciplina, verifiquei a veracidade deste facto. A metodologia utilizada pelas docentes, desde a Tarefa 1, foi provocar a curiosidade e proporcionar a pesquisa em busca da solução. A própria 1º sessão presencial foi uma demonstração dessa mesma metodologia. Com a discussão, a troca de ideias, a leitura dos textos e a produção dos mapas conceptuais, provocaram aprendizagens, e embora por vezes tenha havido repetição nos mapas conceptuais, essa repetição foi/é tambem profícua, pois provoca a memorização de métodos e a interiorização de conceitos.

Em relação à ASE, esta realmente veio aprofundar ainda mais a ideia preliminar que eu já possuia da ASE como uma questão bastante complexa a qual impossibilita a criação de uma fórmula absoluta, possivel de utilizar em qualquer circunstância. Há realmente bastantes items a analisar, pois se nos propusermos a avaliar um qualquer software, a maior parte deles é susceptível de ser adaptado a uma qualquer realidade subjacente ao software, há tambem as equipas multidisciplinares, que deverão existir tanto na criação, como na avaliação do software, o facto dessas mesmas equipas serem formadas por seres humanos, já por si complexos e todos os outros aspectos técnico-práticos que tornam um software dificl de avaliar.

Tenho consciência que existem inúmeras nuvens cinzentas (que já foram negras!) sobre ASE, mas tenho a certeza que a pouco e pouco, ao longo das próximas semanas/tarefas se dissiparão, embora sempre com novas questões a surgirem, mas , por fim, já com um background critico que possa fundamentar uma opinião.

As maiores dificuldades que senti foram realmente produto da paragem de dois anos, entre o término do CFE e agora o reingresso no Mestrado. Tanto a dinâmica de grupo, a qual relato estar a ser inicialmente dificil de conjugar com as várias tarefas que surgem ao mesmo tempo, sejam elas profissionais ou familiares, como a actualização das ferramentas da Web 1.0 para a Web 2.0, ferramentas as quais já utilizava no dia-a-dia, mas que desconhecia como produto desta nova geração da Web e como o curto espaço de tempo para a realização de trabalhos que envolvem pesquisa, exploração de software e bastante reflexão, tanto pessoal como em grupo.

As expectativas que tinha sobre a disciplina foram superadas, em especial pelo ambiente familiar em que decorreu a sessão presencial e em especial pela flexibilidade demonstrada pela docente, a qual torna as aprendizagens muito mais produtivas e enriquecedoras para todos os intervenientes.

Sandra Vasconcelos disse...

Uma vez que só agora tive oportunidade de reflectir mais aprofundadamente sobre as questões aqui levantadas, relembro uma discussão tida recentemente com um colega a propósito da revisão de alguns dos critérios de avaliação de um Curso de Educação e Formação.
Esse colega defendia com alguma intransigência a manutenção dos critérios definidos no início do ano, enquanto outros elementos eram a favor da sua revisão com base no maior conhecimento dos elementos que integram a turma e as suas reais capacidades.
Esta discussão remete-nos para algumas das questões levantadas nas sessões presenciais e na realização das tarefas. Será a avaliação um processo técnico, objectivo e exacto, ou um processo flexível, subjectivo e em constante remodelação e adaptação?
A resposta a estas perguntas, a julgar pelo material recolhido e analisado até este momento, não é absoluta e resultará de um equilíbrio entre estas duas abordagens.
De facto, devemos encarar a avaliação como algo complexo, no qual intervém diferentes agentes e objectos, sem esquecer, no entanto, que esta deverá obedecer a critérios objectivos que assegurem a imparcialidade de todo o processo.
Estes mesmos factores, por um lado indicadores técnicos e por outro subjectivos e contextuais, devem estar presentes quando analisamos software educativo.
Concordo com a Catarina quando afirma que actualmente, no terreno, temos uma perspectiva diferente do papel do professor enquanto avaliador. De facto, a tarefa de avaliar que nos parecia tão simples enquanto alunos, é a mais difícil de desempenhar enquanto professor e não se esgota nas reuniões finais de cada período.
Ao professor cabe reflectir não só sobre o trabalho realizado pelos alunos e os objectivos atingidos, mas também sobre a as estratégias adoptadas, a sua adequação, o material utilizado, as actividades desenvolvidas, a sua postura e em muitos outros factores que contribuem para a criação de uma dinâmica de ensino-aprendizagem rica.

ASE disse...

O que aprendi:

Nesta primeira fase penso que a partilha de informação gerada acerca da avaliação me levou a compreender cada vez melhor esta actividade, bem como a dificuldade de estabelecer critérios, uma vez que para cada avaliador a noção de avaliação se torna diferente.
Em relação aos mapas de conceitos, são uma estratégia que por vezes utilizo, por ser bastante mais fácil de estabelecer relações. No entanto, e após alguns dias de trabalho no Cmap não o considero como a ferramenta mais interessante no desenvolvimento de projectos deste tipo.

Que dificuldades senti?

Penso que a maior dificuldade foi a falta de orientações por parte da professora, o que nos levou a uma certa dispersão e talvez até desespero, pois na sexta feira de tarde ainda não estamos cientes do trabalho que deveria ser apresentado no dia seguinte.

No meu entender, as dificuldades foram ultrapassadas, embora todas as questões tenham sido resolvidas através do método " tentar até acertar".

Sara

Carlos Vaz disse...

Reconhecido o papel do computador como auxiliar no processo educativo, existe a necessidade de analisar e avaliar as ferramentas de trabalho que os utilizadores têm à sua disposição, de modo a adequá-las, da melhor forma, aos processos de ensino e aprendizagem. Esta avaliação irá proporcionar, aos utilizadores, meios de selecção das ferramentas mais adequadas aos objectivos que desejam atingir e às competências a desenvolver.
Existem vários instrumentos direccionados para a avaliação de Software Educativo, elaborados em função de variáveis como os objectivos, o tipo de Software Educativo, os destinatários, os avaliadores, entre outros, o que conduz a processos e instrumentos diversificados.
Neste tempo de frequência em Avaliação de Software educativo, tive oportunidade de reforçar os meus conhecimentos acerca da importância de uma avaliação criteriosa das ferramentas que utilizo na minha prática pedagógica. Dado o carácter subjectivo inerente ao processo de avaliação, realça-se a importância da constituição de uma equipa diversificada para a análise das ferramentas. Neste âmbito, tive oportunidade de analisar uma proposta de avaliação de Objectos de Aprendizagem (Nesbit, J., Vargo, K. A convergent model for evaluation of learning objects.) Os autores consideram a avaliação dos Objectos de Aprendizagem deverá ser diferente da generalidade da avaliação a software educativo, uma vez que têm características específicas, tais como a acessibilidade, a estandardização, maior especificidade e reutilização. Penso que poderemos considerar os Softwares Educativos como um “macro”-objecto de aprendizagem, na medida em que poderão ser constituídos por vários objectos de aprendizagem, unidos por uma linha conceptual definida e, muitas vezes, dependentes de uma interface específica. Na verdade, considero que, na prática pedagógica, um professor terá maior oportunidade de beneficiar da utilização de Objectos de Aprendizagem face a softwares educativos.
Uma competência que foi desenvolvida ao longo deste tempo, e que considero positivo, foi o trabalho com mapas conceptuais. É um trabalho que já desenvolvo na minha prática pedagógica, de modo a ajudar os alunos a sistematizar conceitos. No entanto, poucas vezes recorro a ferramentas específicas para tal, e isso constituiu uma dificuldade no decorrer da disciplina. Perante a necessidade de elaborar um mapa de conceitos, deparámo-nos com o problema de escolha da ferramenta mais adequada, a que todos os elementos do grupo pudessem aceder, que fosse intuitiva, e aprender a trabalhar com ela. De certa forma, de um modo implícito, procedemos a uma pequena avaliação de ferramentas. Porém, tal não se revelou fácil, e acabámos por optar por recorrer ao processador de texto, que inclui ferramentas que possibilitam o desenvolvimento de mapas de conceitos. Não é a solução mais adequada tecnologicamente, mas é aquela que está ao alcance de todos.
Na elaboração do mapa de conceitos, deparei-me, junto com o grupo de trabalho, com um pequeno obstáculo: embora os textos por nós analisados tivessem um eixo comum, a avaliação de software educativo, o facto de um dos textos versar sobre Objectos de Aprendizagem, que, como referi atrás, apresentam especificidades, tornou a concepção do mapa mais difícil, nomeadamente no que concerne à articulação dos dois textos. Existem pontos comuns no que concerne ao que se deve avaliar, mas o processo é completamente diferente, tal como a constituição da equipa de avaliação.
Outra dificuldade com que me deparei relaciona-se com o tempo diminuto para preparar as tarefas para a primeira sessão presencial. Por outro lado, a falta de um guião de disciplina também proporciona alguma desmotivação, uma vez que continuam a existir algumas dúvidas sobre as tarefas concretas que temos de realizar. A nível de trabalho colaborativo, teria preferido que se tivesse optado pela abertura de féruns de discussão, reservando os blogues para apresentar conclusões.